segunda-feira, 5 de março de 2012

Domingo na TV: Domingo Legal

O blog, como se sabe, lançou uma série especial de textos que vão ao ar todas as segundas-feiras. O Domingo na TV propõe um debate semanal sobre a programação dominical das principais emissoras de TV do país. Por este espaço já passaram discussões sobre Eliana, Tudo é Possível e Domingão do Faustão. O quarto texto volta ao SBT e fala do Domingo Legal.

Tão tradicional quanto o programa do Faustão na emissora concorrente, o Domingo Legal tem quase duas décadas no ar, apesar de ter mudado completamente de formato desde que estreou e, há pouco tempo, de apresentador. Com a marca de Gugu Liberato, responsável por uma apresentação impecável que lhe rendeu um ano inteiro de liderança ininterrupta no fim dos anos 90, a direção teve dificuldade em retirar a marca do apresentador de seu produto.

Isso já faz parte do passado. O Domingo Legal de Celso Portiolli não lembra em nada o que era apresentador por Gugu e que era voltado para toda a família. Atualmente não há qualquer marca impressa neste programa. Sem identidade, com quadros que ultrapassam a linha da crítica, há momentos de constrangimento público e outros em que só podemos nos sentir penalizados por ver uma estrutura tão desperdiçada.

Inspirado nos diversos programas, mas principalmente no antigo Gente Inocente, o quadro infantil que abre o programa mostra um total despreparo na escolha dos participantes. Crianças sem qualquer carisma, caricatas e que não sabem fazer nada, nem cantar, nem dançar e nem tocar, são jogados no palco para passar o tempo e esperar dar meio-dia para o programa começar de verdade. Claramente insatisfeitos com o horário, apresentador e direção, não se importam em pagar mico em Rede Nacional.

Quadros de internet que ocupam quase uma hora do programa, apresentação musical que torna o palco uma "bagunça organizada", ainda que repita a mesma música por 800 vezes, show de mágica com direito a telespectador entrando via telefone e sendo maltratado pelo telespectador. Tudo isso foi visto até pouco depois da metade do programa. Ou seja, puro show de mau gosto.

O único quadro que chamou a atenção positivamente foi o de Lola, escolhendo uma fã para conhecer Luan Santana. Transformando o sonho da menina num pesadelo momentâneo, com direito a tortura emocional, o quadro chamou a atenção pela criatividade e também pelo carisma de Lola que soube conduzir cada fase até o momento ápice.

Em compensação, o quadro que colocou os sósias do jogador Neymar foi tão escroto que fica difícil fazer uma crítica séria porque não possível que a direção ou o apresentador queiram ser levados a sério com esse tipo de conteúdo. Tal qual o show de talentos, uma espécie de se vira nos 30 amadora que fechou o programa da mesma forma triste como começou.

Se o Domingo Legal já teve seu tempo de auge, hoje ele não é nem uma caricatura de si próprio, é apenas um show de horrores, um espetáculo da pior espécie em que a direção zomba do telespectador e desperdiça tempo e dinheiro para a emissora. De longe, o pior programa avaliado até o momento e que ainda conta com um apresentador completamente despreparado para encarar um programa de auditório dominical. Um puro desperdício de tempo.

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